Salve o Hospital Octávio Mangabeira!

Salve o Hospital Octávio Mangabeira!
Ex-Sanatório do Hospital Santa Terezinha, Bahia, Brasil, 1937-1942.

A Docomomo Internacional tomou conhecimento pela Docomomo Brasil que o Hospital Octávio Mangabeira (HEOM) corre grande risco de se perder, devido ao projeto de reforma proposto pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia   ), que lidera ao dano irreversível de valor cultural a elementos desse patrimônio da saúde desenvolvido na Bahia no início da década de 1940: o antigo Hospital Sanatório Santa Terezinha, ícone da arquitetura antituberculose baiana e um dos grandes projetos responsáveis ​​pela consolidação da Arquitetura Moderna no Estado.

“O antigo Hospital Santa Terezinha, hoje HEOM, começou a ser construído em 1937 e foi inaugurado em 1942, com a intenção de abrigar um sanatório para pacientes com tuberculose em Salvador. Com uma volumetria original muito nítida, desenvolvida a partir de um bloco horizontal com extremidades curvas aos quais se ligam três blocos prismáticos, rodeados por solários contínuos e lineares que reforçam a sua horizontalidade, foi construída de forma a favorecer, tanto quanto possível, a ventilação natural e luz solar que na época era entendida como um elemento importante no tratamento da tuberculose, tendo sido uma importante ferramenta no combate à doença na Bahia e emblemática na implantação da arquitetura moderna na cidade. Atualmente, continua a cuidar de pacientes com tuberculose e outras doenças pulmonares,

Sua relevância como representante do estabelecimento da arquitetura moderna em Salvador pode ser demonstrada pelo fato de que, logo após sua inauguração, o Hospital Santa Terezinha foi um dos dois edifícios selecionados para representar a Bahia na exposição e respectivo catálogo Brazil Build: Architecture new e antigo, feito pelo Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York, publicado em 1943. ”

Tombado como Patrimônio Cultural desde 2019 no Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia e após um grande esforço do Instituto dos Arquitetos do Brasil – Departamento da Bahia para sua proteção, “em 30 de junho de 2021, a SESAB divulgou na imprensa que transferiria pacientes com tuberculose para “unidades de longa permanência” e os pacientes com TB e HIV / AIDS que precisassem de internação seriam transferidos para o Instituto Couto Maia. Profissionais de saúde, médicos e colaboradores, pacientes hospitalares, reconhecem o seu valor cultural e procuram várias formas possíveis de prevenir este dano a este património cultural e do desmantelamento da conceituada rede de cuidados às doenças respiratórias que esta unidade hospitalar representa no Sistema Único de Saúde (SUS).

Além disso, as entidades de saúde também entraram com petição junto ao Ministério Público de Saúde do Ministério Público e à Defensoria Pública do Estado da Bahia. Além da questão do patrimônio cultural, é possível perceber claramente nas notícias a mudança no perfil de atendimento e o rompimento da rede antituberculose no estado da Bahia, o que é preocupante, considerando que a tuberculose não foi erradicada e no Brasil, De acordo com a Organização Mundial (OMS), está entre os trinta países com alta carga de TB entre 2019 e 2020.

Texto na íntegra: https://www.docomomo.com/heritage/save-hospital-octavio-mangabeira

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